O show não acabou e não está perto de acabar. À frente temos muitas apresentações e certamente muito chão. Então vale avisar aos de fora (do Rio) e aos brasiltrotters (no termo fashionista) que algumas datas já estão marcadas:
- dias 2 a 4 de outubro – Teatro Oi Futuro Klauss Vianna, Belo Horizonte (MG)
- dia 7 de outubro – Teatro Umuarana, Campinas (SP)
- dia 13 de outubro – Festival Nacional de Teatro de Vitória (ES)
- dias 24 e 25 de outubro – Festival Internacional de Teatro de Salvador (BA)
- dia 15 de novembro - Festival Nacional de Teatro de Angra dos Reis (RJ)
MG, SP, ES, BA, RJ. Quem já perdeu, não perca dessa vez. E decorem, pois vai cair.
Estréia hoje o contundente espetáculo A Máquina de Abraçar, dirigido por Malu Galli e com um dueto fenomenal no elenco: Marina Vianna e Mariana Lima. O nosso blog, que já acompanha a peça desde os ensaios, dá três motivos para conferir: 1) É sobre o autismo, um tema tanto intrigante quanto obscuro; 2) É sobre as plantas, complexas em sua simplicidade – quer algo mais atual? 3) É sobre gente, pessoas, como eu e você.
E é uma surpresa notar a semelhança (ou quiçá a diferença) entre A Máquina e In On It, ambos feitos pelas mãos de dois atores e um diretor, a partir de um autor estrangeiro (José Sanchis Sinisterra). Lá, três mulheres, aqui, três homens – todos eles com histórias interligadas dentro da cena teatral brasileira. Parece que esse é um ano de belezas raras, como um eclipse solar, talvez?
A peça abre hoje para convidados e a partir de sexta para o público. Mas sejam rápidos pois a sala do Espaço Tom Jobim (dentro do exuberante Jardim Botânico) comporta apenas 40 pessoas. De sexta a domingo às 21h30 e 19h (domingo). Cheguem com antecedência para ver a exposição anexada ao teatro, feita em conjunto com a peça e com curadoria de Raul Mourão. Para ficar mais por dentro visite o site e assista ao vídeo-ensaio:
Agradecemos a todos pelas inscrições e o interesse, e nos desculpamos pelo atraso de um dia na divulgação, já que nesta reta final tivemos que processar um número maior de inscrições. É importante lembrar que gostaríamos de poder atender a todos, mas só foi possível fechar em 23 participantes. Confiram abaixo e até a próxima!
Nada de raios de sol, pirulitos e rosas: a crítica dos jovens bacantes é feroz, explosiva e… jovem, como não poderia deixar de ser. Mas em tempos de censura mascarada (porém explícita), nada melhor do que dar o exemplo publicando textos que não falam bem (nem mal, como dizem os próprios autores) da peça no blog da peça. Achamos mais que democrático, achamos esquerda liberal. Ok, piada.
Então, sem mais delongas, eis o duelo de críticos bacantes daquele site que tem o nosso apoio jovem-crítico: Emilliano Freitas X Astier Basílio
E hoje é o último dia para se inscrever no Workshop da peça, fica aqui a dica!
A temporada já caminha para o fim, mas isso não aponta nem de longe um desânimo. É mais pelo contrário – queremos aproveitar esse momento para ficar ainda mais próximos do público. Por isso surgiu a proposta de Por Dentro de In On It, uma oficina com o diretor Enrique Diaz, que tem como objetivo dissecar a dramaturgia de Daniel MacIvor, estabelecendo ligações entre as diferentes camadas que o autor estabece em sua escrita. Estão todos convidados, pessoas do meio ou espectadores interessados! Confiram os detalhes abaixo:
Por Dentro de IN ON IT Oficina com o diretor Enrique Diaz
Data: dias 17 e 18 setembro, de 14h às 18h, no Teatro Municipal Maria Clara Machado (Planetário da Gávea);
Oficina para até 20 pessoas;
Seleção: os interessados devem enviar currículo e carta de intenção por email para o endereço inonitrio@gmail.com até o dia 11 de setembro. O resultado da seleção sairá dia 14 de setembro no site http://inonit.wordpress.com – Atenção: podem ser selecionados pessoas de fora do Rio de Janeiro, desde que cada pessoa se responsabilize por seus custos. Não daremos transporte, hospedagem e alimentação nestes casos;
Destinado preferencialmente para alunos de cursos de teatro e interessados em geral na área cênica, com pequena experiência;
Camilla Amado e Christiana Kalache no cenário surrealista de Flavio Graff
Daqui da platéia não dá pra ver, mas Emílio de Mello passou os últimos dois anos – enquanto se revezava em outros projetos – pesquisando a obra do autor norueguês Jon Fosse, graças ao convite de Christiana Kalache, que detém os direitos do texto em questão, Sonho de Outono.
E eis que o processo – com os atores Adriano Garib, Camilla Amado, Zemanuel Piñero e Daniele do Rosário – levou à peça, que iniciou sua temporada no último dia 21. O espetáculo pode ser visto no Centro Cultural Correios de quinta (felizemente, para o Emílio) a domingo, às 19h. A peça fica em cartaz até 4 de outubro. Pra saber mais pesquise aqui e veja esta resenha (da Veja):
‘Sonho de Outono – Na narrativa aparentemente simples, mas sempre fazendo fronteira com o absurdo, reside a genialidade de Jon Fosse. Apontado como o maior dramaturgo norueguês da atualidade, Fosse, que no dia 29 de setembro completa 50 anos, teve 27 peças encenadas em 36 países. Um belo exemplar de sua obra está em cartaz no Centro Cultural Correios, sob a direção inspirada de Emílio de Mello. Escrito em 1999, o drama Sonho de Outono se passa em um cemitério, onde um homem (Adriano Garib) reencontra no enterro da avó uma mulher de seu passado (Christiana Kalache). Ele também revê seus pais (Camilla Amado e Zemanuel Piñero), depois de uma longa ausência, e a ex-mulher (Daniele do Rosário). O espetáculo reúne um elenco coeso, que sabe captar toda a estranha banalidade dos diálogos do autor – compostos de falas construídas com intencional frieza. Garib e Christiana, nos papéis protagonistas, são um retrato preciso dessa proposta. De concepção onírica realçada por iluminação suave, o cenário surrealista de Flavio Graff favorece a atmosfera da história, que joga luz de maneira singular sobre o abismo entre seres humanos incapazes de se relacionar.’
Enquanto “In On It” continua sua temporada de sucesso no Planetário, o seu diretor, Enrique Diaz, não está exatamente neste continente. Pra ser mais exato, ele se encontra na Suíça, onde participa do festival Zürcher Theater Spektakel como jurado de um prêmio de 30 mil francos suíços, que beneficia grupos de teatro que se destacam pela inovação no campo das artes performáticas independentes.
Kike manda avisar que o lugar é incrível e que o último trabalho do Bruno Beltrão foi exibido lá semana passada. A nós cabe curtir o festival pelo site e explorar a programação visual que ilutra este post e foi toda feita pelo grupo Gneborg, através da engenhosa transformação de objetos do cotidiano em imagens rebuscadas e expressivas.
Assim como a matéria e o Teatro Maria Clara Machado, este é um post integrado entre (os blogs de) ambas as peças.
É um momento histórico quando dois integrantes da Cia. dos Atores, que acaba de ganhar o prêmio Categoria Especial 2009 da APTR (Associação dos Produtores de Teatro do Rio de Janeiro), se encontram, em momentos diferentes de suas trajetórias, em um mesmo teatro. E mais interessante ainda são as semelhanças destes “momentos diferentes”: as duas peças são minimalistas e ricas em sua simplicidade particular.
E eis que Cesar Augusto, que dirige Álamo Facó em “Talvez”, e Enrique Diaz, dirigindo Emílio de Mello e Fernando Eiras em “In On It”, produzem – sob o mesmo teto do Teatro Maria Clara Machado – aquilo que fazem de melhor há 20 de anos: entretenimento e emoção ao público carioca (e mundial).
“Talvez” pode ser visto às terças e quartas, às 21h. “In On It” entra em cena de sexta à domingo, às 21h e 20h (domingo). A temporada de ambos fica até o final de setembro.
Há algum tempo foi publicada uma ótima crítica pelo Almanaque Virtual. A autoria é de Herbert Bastos, que utiliza-se de bons adjetivos para descrever a experiência de In On It. Confira só:
Elegância e refinamento a serviço de um texto
Por Herbert Bastos
Merecidamente, o espetáculo IN ON IT, que pela primeira vez está em cartaz no Brasil, escrito pelo roteirista, diretor de teatro e cinema, Daniel Macivor, teve sua temporada prorrogada até 19 de Julho e re-estreia prevista para a primeira semana de Agosto no Teatro Maria Clara Machado. A peça não é algo que pode ser considerado uma metalinguagem, uso de determinada linguagem para falar de si mesma, mesmo a encenação fazendo alusão a um provável ensaio geral de alguns esquetes que entrariam em cartaz num determinado teatro.
A peça vai muito além do famoso “metateatro”. Em determinados momentos se tem a impressão de se estar diante de uma passagem de roteiro cinematográfico, o momento em que dois diretores estão discutindo como cada personagem deve representar na cena que será gravada. Direção de Enrique Diaz nos faz justamente pensar nessa dubiedade cênica, que de fato é algo muito enriquecedor para a imaginação do espectador. IN ON IT é uma das poucas peças teatrais em que o trabalho do ator é valorizado durante toda a apresentação.
Tudo colabora para o destaque maior do espetáculo seja a representação cênica dos atores Fernando Eiras e Emílio Mello. A simplicidade do cenário de Domingos de Alcântara, composto por somente duas cadeiras, juntamente da iluminação de Maneco Quinderé, que é sempre encantadora, são dois elementos que só ajudam na valorização do trabalho dos artistas em cena. O famoso “Less is more” se aplica perfeitamente a direção de Enrique Diaz nessa montagem brasileira de IN ON IT.
Embora a trama indique que tudo gira em torno da vida de um casal de homens que vivem juntos, discorrer sobre o que de fato acontece em cena é uma tarefa difícil porque o espetáculo é uma “espécie” de obra aberta,e como tal: cada espectador acaba tirando sua própria conclusão sobre o que acabou de assistir. Diferentemente de espetáculos em que muitos saem com a mesma compreensão do que lhe foi apresentado e com a mesma cara blasé que estava antes de assistir determinada peça. IN ON IT é daquele tipo de peça que, com delicadeza, emociona e faz rir do que é mostrado em cena. Daquelas que faz a gente, espectador, acreditar que não existe arte mais completa que o teatro. Assista!
texto DANIEL MACIVOR / tradução DANIELE ÁVILA / direção ENRIQUE DIAZ / iluminação MANECO QUINDERÉ / cenografia DOMINGOS DE ALCÂNTARA / figurino LUCIANA CARDOSO / trilha sonora LUCAS MARCIER / técnica alexander VALÉRIA CAMPOS / coreografia MABEL TUDE / consultoria de movimento MARCIA RUBIN / programação visual OLIVIA FERREIRA E PEDRO GARAVAGLIA (RADIOGRÁFICO) / fotografia DALTON VALÉRIO / assessoria de imprensa PAULO ROBERTO MATTA E GARDÊNIA VARGAS (RPM Comunicação) / gerência de divulgação virtual RENATA VALLOIS / assistente de direção e edição vídeos internet PEDRO FREIRE / estagiária de direção CÉCILE DANO / iluminador assistente LEANDRO BARRETO / assistente de cenografia e de divulgação virtual RAFAEL MEDEIROS / assistente de figurino DENISE TUPYNAMBÁ / assistentes de programação visual BÁRBARA ABBÊS E MÔNICA PUGA / diretor de cena MARCOS LESQUEVES / operador de luz LEOPOLDO VICTOR / operador de som LUCAS MARCIER / contra-regra ANDERSON BARBOSA E ELÍSIO FILHO / eletricistas de montagem de luz LEANDRO SANTIAGO, NECK VILANOVA E RODRIGO MACIEL BASTOS / cenotécnicos ALMIR MOTA E GILBERTO SANTOS / administração BRUNO KATZER / assistente de produção ANDRÉ SANTOS / produção executiva FLAVIA CANDIDA / direção de produção ROSSINE A. FREITAS / produção ENRIQUE DIAZ