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Elegantes e Refinados

Almanaque Virtual
Há algum tempo foi publicada uma ótima crítica pelo Almanaque Virtual. A autoria é de Herbert Bastos, que utiliza-se de bons adjetivos para descrever a experiência de In On It. Confira só:
Elegância e refinamento a serviço de um texto
Por Herbert Bastos

Merecidamente, o espetáculo IN ON IT, que pela primeira vez está em cartaz no Brasil, escrito pelo roteirista, diretor de teatro e cinema, Daniel Macivor, teve sua temporada prorrogada até 19 de Julho e re-estreia prevista para a primeira semana de Agosto no Teatro Maria Clara Machado. A peça não é algo que pode ser considerado uma metalinguagem, uso de determinada linguagem para falar de si mesma, mesmo a encenação fazendo alusão a um provável ensaio geral de alguns esquetes que entrariam em cartaz num determinado teatro.

A peça vai muito além do famoso “metateatro”. Em determinados momentos se tem a impressão de se estar diante de uma passagem de roteiro cinematográfico, o momento em que dois diretores estão discutindo como cada personagem deve representar na cena que será gravada. Direção de Enrique Diaz nos faz justamente pensar nessa dubiedade cênica, que de fato é algo muito enriquecedor para a imaginação do espectador. IN ON IT é uma das poucas peças teatrais em que o trabalho do ator é valorizado durante toda a apresentação.

Tudo colabora para o destaque maior do espetáculo seja a representação cênica dos atores Fernando Eiras e Emílio Mello. A simplicidade do cenário de Domingos de Alcântara, composto por somente duas cadeiras, juntamente da iluminação de Maneco Quinderé, que é sempre encantadora, são dois elementos que só ajudam na valorização do trabalho dos artistas em cena. O famoso “Less is more” se aplica perfeitamente a direção de Enrique Diaz nessa montagem brasileira de IN ON IT.

Embora a trama indique que tudo gira em torno da vida de um casal de homens que vivem juntos, discorrer sobre o que de fato acontece em cena é uma tarefa difícil porque o espetáculo é uma “espécie” de obra aberta,e como tal: cada espectador acaba tirando sua própria conclusão sobre o que acabou de assistir. Diferentemente de espetáculos em que muitos saem com a mesma compreensão do que lhe foi apresentado e com a mesma cara blasé que estava antes de assistir determinada peça. IN ON IT é daquele tipo de peça que, com delicadeza, emociona e faz rir do que é mostrado em cena. Daquelas que faz a gente, espectador, acreditar que não existe arte mais completa que o teatro. Assista!

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Ensaios & Alcaparras

E fez-se a luz. O cenário. O figurino. Os atores. A direção. E, finalmente, a platéia.

Ontem, no primeiro ensaio aberto da temporada, o público saiu verdadeiramente emocionado. Todos precisavam de um tempo para assimilar a peça e se recuperar do redemoinho de In On It.

Das várias e boas impressões do público, a da atriz Mariana Lima, mulher do diretor, comemorava o fato de não ter lido o texto antes de assistir à peça. As páginas estavam lá, em cima da mesa de casa, mas não se equiparariam à apresentação, que segundo ela “ia costurando e costurando por dentro”.

Hoje acontece o segundo ensaio. Deixamos aqui duas fotos do jantar de ontem, uma comemoração mais que especial.
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Nas fotos Domingos de Alcântara, Mariana Lima, Enrique Diaz, Fernando Eiras, Daniela Fortes, Afonso Tostes, Mallu Galli e Emílio de Mello no restaurante Alcaparras.

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Montagem do Cenário (Real-time)

o palco

Viva a internet sem fio do Oi Futuro! Só assim para mandar direto daqui, em tempo real, esta imagem da montagem que está rolando aqui. Tudo certo, uns ajustes aqui e outros ali mas até amanhã estará tudo pronto, no esquema para o dia da estréia.

O cenário, idealizado pelo cenógrafo Domingos de Alcântara, surgiu a partir das indicações que o próprio MacIvor dá no início da peça:

“Viajamos por muitos teatros durante o desenvolvimento e a turnê de In On It. Nossa concepção de cenário era desnudar cada um desses teatros, deixando-os com as paredes descobertas, e usar apenas duas cadeiras. Quanto às cadeiras, devia parecer que elas poderiam ter sido facilmente encontradas em algum lugar no edifício em que a peça estivesse acontecendo.”

Como assistente de cenografia, posso adiantar que optamos pelo OSB, um prensado no qual se vê as partículas reaproveitadas de madeira. Os painéis cinzas de fundo complementam a própria cor da parede do teatro também cinza. Essas duas opções tem por objetivo botar o teatro no “osso”, um conceito anti-conceito. Mas ninguém melhor para falar sobre o assunto do que o próprio Domingos – então prometo aos caros leitores um post do próprio nos dias que seguem. Enquanto isso fiquem com o desenho 3D da obra.

Desenho 3D

Por Rafael Medeiros, assistente de cenografia.

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