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Sonho em São Paulo

Enquanto In On It se prepara para entrar nos palcos de Angra em pleno festival, no próximo dia 15, a peça do Emílio de Mello (na faceta diretor) inicia sua temporada em São Paulo, no Teatro Anchieta do SESC Consolação. É Sonho de Outono, de sexta a domingo. Imperdível!

Sonho de Outono

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Elegantes e Refinados

Almanaque Virtual
Há algum tempo foi publicada uma ótima crítica pelo Almanaque Virtual. A autoria é de Herbert Bastos, que utiliza-se de bons adjetivos para descrever a experiência de In On It. Confira só:
Elegância e refinamento a serviço de um texto
Por Herbert Bastos

Merecidamente, o espetáculo IN ON IT, que pela primeira vez está em cartaz no Brasil, escrito pelo roteirista, diretor de teatro e cinema, Daniel Macivor, teve sua temporada prorrogada até 19 de Julho e re-estreia prevista para a primeira semana de Agosto no Teatro Maria Clara Machado. A peça não é algo que pode ser considerado uma metalinguagem, uso de determinada linguagem para falar de si mesma, mesmo a encenação fazendo alusão a um provável ensaio geral de alguns esquetes que entrariam em cartaz num determinado teatro.

A peça vai muito além do famoso “metateatro”. Em determinados momentos se tem a impressão de se estar diante de uma passagem de roteiro cinematográfico, o momento em que dois diretores estão discutindo como cada personagem deve representar na cena que será gravada. Direção de Enrique Diaz nos faz justamente pensar nessa dubiedade cênica, que de fato é algo muito enriquecedor para a imaginação do espectador. IN ON IT é uma das poucas peças teatrais em que o trabalho do ator é valorizado durante toda a apresentação.

Tudo colabora para o destaque maior do espetáculo seja a representação cênica dos atores Fernando Eiras e Emílio Mello. A simplicidade do cenário de Domingos de Alcântara, composto por somente duas cadeiras, juntamente da iluminação de Maneco Quinderé, que é sempre encantadora, são dois elementos que só ajudam na valorização do trabalho dos artistas em cena. O famoso “Less is more” se aplica perfeitamente a direção de Enrique Diaz nessa montagem brasileira de IN ON IT.

Embora a trama indique que tudo gira em torno da vida de um casal de homens que vivem juntos, discorrer sobre o que de fato acontece em cena é uma tarefa difícil porque o espetáculo é uma “espécie” de obra aberta,e como tal: cada espectador acaba tirando sua própria conclusão sobre o que acabou de assistir. Diferentemente de espetáculos em que muitos saem com a mesma compreensão do que lhe foi apresentado e com a mesma cara blasé que estava antes de assistir determinada peça. IN ON IT é daquele tipo de peça que, com delicadeza, emociona e faz rir do que é mostrado em cena. Daquelas que faz a gente, espectador, acreditar que não existe arte mais completa que o teatro. Assista!

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Crítica – FIT São José do Rio Preto

E saiu no site do FIT São José do Rio Preto as impressões do “Leitor Crítico” Luiz Marfuz, que faz parte do Painel Crítico do Festival, uma iniciativa de integração entre público e espetáculo.

FIT

In On It / Enrique Diaz, Fernando Eiras e Emílio de Mello – RJ

É de tirar o chão debaixo dos pés!

Quando e se pensa que quase tudo já feito na região transversal entre realidade e representação, desde quando Pirandello invadiu as fronteiras do metateatro para reivindicar a supremacia da personagem sobre a pessoa e, conseqüentemente, sobre o ator, eis que surge uma peça e um espetáculo em que todas essas camadas se interpõem criativamente, como feixe de fios desencapados; com isso, leva o espectador ao encantamento do jogo, transformando-o num homo ludens, sem estratégias de apelo fácil.

Estamos falando de  In on it, do dramaturgo Daniel Macivor, atração do Teatro do Sesc,  através do talento excepcional – e não-presunçoso – dos atores Emílio de Mello  e Enrique Diaz (também diretor, agora, em substituição temporária de  Fernando Eiras). A peça é um jogo de armar, de montar e desmontar texto, ensaio, ator, personagem, pessoa, público e o que mais vier. Com uma diferença: ao invés de simplesmente desnudar a representação  aos olhos do espectador, o espetáculo, tal como posto, sugere aos menos desavisados que é hora de desconfiar da própria representação em si.

Atuando em tramas-eixo que se enrolam como serpentes –  dois amantes, dois atores, vários personagens de uma peça dentro da peça, um ensaio, uma apresentação em tempo real e por aí vai – o espetáculo risca no chão  do palco precisas marcações de luz e espaço, que dialogam com a dinâmica e ágil força de movimentação dos intérpretes.  Ainda assim, ficamos a pensar, a cada momento, se o que está ali é o drama dos atores, das personagens ou daqueles dois homens, no palco, jogando com a nossa enraizada forma aristotélica de lidar com a recepção.

Os engenhos da trama são tão bem urdidos, que o nem mesmo o público, já dentro do jogo, consegue determinar bem o final. Há horas em que ele acha que sim e aplaude;  mas trata-se de um falso desfecho para zombar das formas recorrentes e reconhecidas da maioria das peças que sabem fisgar o público ao final. Então, o espectador, já espertinho diante do jogo, ou melhor, no jogo mas desconfiando dele, só vai mesmo aplaudir o encerramento do espetáculo, mais tarde,  quando, no plano alto do palco, ainda sob uma atmosfera cênica, os atores sugerem dizer: acabou. Desta vez, o público acerta e faz as pazes com o palco.

Não que estivesse se sentindo enganado; e, se sim, até mesmo gostando disto. É que  o jogo teatral  é tão bem engendrado pelo desempenho da dupla, que o espectador vai “aprendendo” a entrar e sair de cada trama, numa identificação às avessas e longe da projeção mimética, acompanhando o fluxo súbito de emoções e risos, nutrido pelo talento dos atores. Aplaude-se e se  ri, em muitos momentos, das tiradas inventivas do texto e de falas improvisadas, mas principalmente, como estas são enunciadas no palco.

Este tipo de identificação que o espetáculo  proporciona é incomum.  Porque mesmo que nos esqueçamos, por exemplo, das  histórias contadas numa das vias da peça, nunca perdemos o fio do prumo da interpretação do atores, nem o sentido do jogo. Eles  são a nossa  chave-mestra. E qualquer porta que seja aberta,  a gente se sente à vontade para entrar. Com luz geométrica e eficaz, a cena se desenvolve com poucos elementos, em que duas cadeiras e um casaco perpassam todas as tramas, definindo ambientes e atmosferas pela rápida instalação dos atores, que passam de um plano a outro num vapt-vupt de poder eficaz.

No fundo no fundo, com In on it é possível ainda transgredir dramaturgia e encenação, sem que para isso precise abrigar-se numa rubrica que a legitime: metateatro, pós-dramático, não-dramático ou seja lá o que for.  O que vale é que estão ali em completa comunicação  com o público – que pode até mesmo tomar a difícil decisão de caminhar por uma das vias de acesso ao espetáculo –  dois atores em pleno domínio de sua função, para assumir diante do espectador uma aparente simplicidade na forma de atuar, em meio a dinâmicas de rupturas tão complexas.

“Enfins” (como diz um dos atores-personagens-jogadores), In  on it é daquelas experiências artísticas inesquecíveis:  dois atores como ponteiros de relógio, no meio de um círculo, mas que se recusam a ficar dentro dele, pois de lá não se pode ver o todo. Por isso, entram e saem do círculo fechado da representação  – projetado simbolicamente no espaço retangular  do palco – sem nunca jogar o toalha. Podem até jogar o casaco no chão (e o fazem muitas vezes), mas para fazer o jogo continuar. E atores que jogam como estes dois fazem com que “as coisas simplesmente aconteçam” e, por isso, perdemos o chão debaixo dos pés.

Luiz Marfuz

Leitor crítico FIT – Rio Preto 2009

lumaz@uol.com.br

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Ingressos à Venda no Planetário!

Planetário da Gávea
VENDA DE INGRESSOS IN ON IT COMEÇA NESTA SEXTA, 31 JULHO PELO TICKETRONIC E NESTE SÁBADO, 01 AGOSTO NA BILHETERIA DO TEATRO


Na bilheteria do Teatro:

– De terça a dom a partir das 16h (sendo que a partir do dia 15 de agosto, nos sábados e domingos será a partir das 14h);
– Ingressos a R$ 30,00 (inteira) e R$ 15,00 (meia-entrada);
– Vendas somente em dinheiro.

Via site www.ticketronic.com.br:
– Acréscimo de 15% no valor do ingresso, mais taxa de entrega;
– Cartões de crédito Visa, Mastercad, Diners e via Oi Paggo.

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Veja só

Veja In On It

E, para integrar nosso rol de críticas, eis uma pequena (e querida) de Débora Ghivelder, da Veja Rio. Cliquem na imagem para ampliá-la.

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